Insight do mês: depois de dois anos, o cenário de afiliados mudou?

Escrito por Alfie Staples em 11 minutos de leitura

Já se passaram dois anos desde que lançamos o Power 100 da Awin. Analisamos dados de quatro áreas de parceiros em crescimento para descobrir o que mudou.

O Power 100, nosso índice dos parceiros mais inovadores na plataforma Awin, está de volta.

Na última análise em 2024, já ficou claro que o canal de afiliados estava superando a antiga reputação de ser um canal apenas para cupons e cashback.

Influenciadores, parceiros de tecnologia e até marcas que hospedam ofertas de outras marcas entraram para a lista. Então, já com o índice de 2026 atualizado no ar, queremos fazer a pergunta óbvia.

Temos ainda mais mudanças?

Para responder, analisamos os dados de quatro áreas de representação crescente dentro da lista:

  • Marketing de influenciadores
  • Parcerias de marcas
  • Grupos fechados de usuários
  • Compras com IA

O marketing de influenciadores sai na frente

Já sabíamos que criadores de conteúdo seriam a atração principal do Power 100 deste ano. Em relação com o nosso último índice, a representação deles cresceu mais de 180%.

Influenciador/blogueiro agora é o segundo tipo de parceiro mais comum no Power 100, superado apenas pela junção de cupons e cashback.

Parte desse crescimento acontece porque nunca foi tão fácil para os criadores começarem a trabalhar com a Awin.

Nosso aplicativo exclusivo para influenciadores elimina os obstáculos que costumavam deter criadores que priorizam a mobilidade. Oferecemos uma rota separada e simplificada para quem administra todos os negócios pelo celular.

Você pode ver o impacto em nossos próprios dados de cadastro.

Em 2024, os cadastros mensais pelo app ficaram em 1.400 em julho. Eles dispararam para um pico de mais de 7.400 em setembro de 2025, com as inscrições em 2026 estabilizadas no dobro dos níveis de 2024.

Onde os criadores realmente publicam

Reduzir a barreira de entrada é uma coisa. Entender onde esses criadores aparecem é outra.

O Instagram continua sendo a principal plataforma para criadores de conteúdo na Awin, mas seu domínio está diminuindo.

Em 2024, o Instagram era a plataforma principal para 78% dos criadores. Isso cai para 62% em 2026. O TikTok é o grande vencedor dessa diferença, crescendo de 6% para 15% da participação como plataforma principal no mesmo período.

A participação do YouTube também aumentou de 8% para 14%, enquanto o Facebook e o Pinterest perderam espaço.

Estudo de caso: Fnac pensa grande

A varejista francesa Fnac é um bom exemplo do que o marketing de influenciadores pode gerar no seu programa de afiliados.

Em vez de tratar influenciadores como uma tática de campanha, a Fnac associou-se à parceira de tecnologia Shop My Influence com a Awin e lançou um aplicativo móvel exclusivo da marca, o Fnac Ambassadeur, que oferece ferramentas de autoatendimento para os criadores gerarem links de afiliado, gerenciarem listas de desejos e acompanharem seus ganhos em um só lugar.

Os resultados falam por si:

  • A Fnac centralizou mais de 550 parcerias com influenciadores na plataforma com a sua marca
  • O programa teve retorno sobre investimento de 7:1 no primeiro ano.
  • No ano seguinte, as vendas do programa cresceram 853% ano a ano

Veja o estudo de caso completo para saber mais.

Preste atenção: Boots migra ações com influenciadores para afiliado

Outro caso de sucesso está no  Awin-Win Marketing Podcast, onde Ellie Waters, da Boots, e Sarah Boudissa, da Metapic, contaram como uma das maiores varejistas de saúde e beleza do Reino Unido incorporou atividades de influenciadores a um programa de afiliados que antes usada somente sites de cashback e descontos.

Influenciadores Power 100 para acompanhar:

  • Alini Bosko (Brasil): uma das criadoras individuais mais seguidas no índice deste ano, Alini faz parte de uma nova geração de influenciadores brasileiros, cujas centenas de milhares de fãs ajudaram a trazer a representatividade da América Latina no Power 100 para novos patamares.
  • TecnoArt (Brasil): com mais de dois milhões de inscritos no YouTube, a TecnoArt é uma das principais referências do Brasil em hardware de PC, jogos e tecnologia, oferecendo uma porta de entrada para uma comunidade de nicho que pesquisa ativamente antes de comprar.
  • HMBLE (Itália): a HMBLE (especialista italiana em eSports) entrou para o índice recentemente e reflete os criadores menores e de nicho que passam a encontrar espaço na área de afiliados ao lado dos gigantes já estabelecidos.

Veja mais influenciadores do Power 100.

Parcerias de marca: um acordo, três vencedores

O marketing de influência não é a única categoria que está fazendo a diferença. Parcerias de marcas, onde um anunciante hospeda recompensas de outro, também cresceram rapidamente.

A receita total gerada por essas atividades na plataforma da Awin cresceu de US$ 229 milhões em 2024 para US$ 272 milhões em 2025, um aumento de 18%. Enquanto isso, o número de programas ativos de marca e parceiros subiu de 207 para 225, um aumento de 9% no mesmo período.

O diferencia a categoria é que uma única oferta pode beneficiar três parceiros ao mesmo tempo:

  • O anfitrião ganha comissão ao compartilhar recompensas no próprio site ou aplicativo
  • O anunciante conquista novos clientes ao apresentar suas ofertas para esse público
  • E, cada vez mais, um parceiro de tecnologia fica no centro, gerenciando toda a experiência.

Esse último ponto é mais importante do que pode parecer à primeira vista.

Observando nossos 10 principais anfitriões de marcas e parceiros por vendas geradas, oito usam um provedor de tecnologia de afiliados ou uma plataforma especializada em fidelização e recompensas, em vez de operar a tecnologia internamente.

Alguns ótimos exemplos do nosso novo Power 100:

  • eBay (global, operada pela Thanks): a eBay usa a especialista em recompensas pós-compra Thanks para transformar seus momentos de agradecimento em pontos de contato monetizáveis, apresentando ofertas selecionadas e relevantes de marcas não concorrentes exatamente quando os clientes estão mais receptivos.
  • Sky VIP and Sky Sports Rewards (Reino Unido, operada pela Tyviso): a Sky VIP recompensa clientes simplesmente por estarem com a Sky, criando um dos públicos de entretenimento mais fiéis do Reino Unido.
  • Currys (Reino Unido, operada pela BrandSwap): a varejista de eletrônicos e tecnologia do Reino Unido Currys tem um canal de recompensas pós-compra gerenciado pela BrandSwap, que oferece uma seleção de ofertas para consumidores que concluíram transações recentes.

Estudo de caso: EE cria programa para aumentar a retenção

Quem quer ganhar comissão oferecendo recompensas, em vez de conquistar clientes entregando-as, está em boa companhia.

A EE, parte do BT Group e uma das maiores operadoras móveis do Reino Unido, não tinha nenhum programa de recompensas até fazer parceria com a Tyviso para lançar o EE Rewards.

A EE reduziu o churn em 34,5% com um programa de recompensas promovido por parcerias de marca com afiliados. Além disso, 90% dos clientes que visitaram o EE Rewards retornaram pelo menos uma vez em seis meses, o que mostra sua popularidade.

Veja o estudo de caso completo para saber mais.

Veja bem: SimplyCook paga US$ 1 milhão em comissões para marcas da THG

Também ouvimos muitas dessas histórias no Awin-Win Marketing Podcast, inclusive a THG Ingenuity (o braço de comércio do The Hut Group) e a fornecedora de kits de receitas SimplyCook, falando sobre o sucesso de suas parcerias de funil completo.

Veja mais hosts de parceria de marca no Power 100.

Grupos fechados de Usuários reduzem a distância em relação aos sites de cupons

Criados para recompensar compradores com deficiências, funcionários do NHS, estudantes, colaboradores e outros, os grupos de usuários fechados (CUGs) tornaram-se um dos tipos de parceiros que mais crescem em nossa plataforma e no Power 100.

Não ignoramos as semelhanças deles com sites comuns de cupons. Muitos CUGs comprovam seu valor com incentivos para seus públicos. Esses públicos são apenas um pouco mais segmentados do que os de um site de cupons comum.

Mas isso levanta uma questão justa: será que as marcas que investiam fortemente em cupons estão simplesmente migrando o orçamento para CUGs?

É difícil dizer se os orçamentos estão passando de um lado para o outro. Mas podemos afirmar que a trajetória mudou drasticamente desde o último Power 100, em 2024.

Observando os 10 principais parceiros globais de cupons em relação aos 10 principais parceiros de CUG por participação de vendas, em circunstâncias curiosamente convenientes, a participação dos cupons caiu 18 pontos percentuais, enquanto a de CUG aumentou na mesma proporção.

A queda dos parceiros de cupons de 66% para 48%, ao mesmo tempo em que os CUG foram 34% para 52%, fez com que estes superassem os sites de cupons pela primeira vez.

Talvez os anunciantes estejam segmentando melhor públicos específicos. Ou talvez as estratégias de cupom ainda estejam em alta, embora sob um novo nome.

Alguns ótimos exemplos de CUG em nosso novo Power 100:

  • Purpl (UK): a primeira assinatura de descontos do Reino Unido criada especificamente para pessoas com deficiências e problemas crônicos de saúde permitiu que as marcas acessassem a uma comunidade fechada com um poder de consumo anual estimado em US$ 470 bilhões.
  • Inspiring Benefits (global): um modelo de clube de descontos para colaboradores usado por grandes empregadores de Espanha, Portugal, Itália, Grécia, Reino Unido e México, onde os membros já economizaram mais de US$ 9 milhões na plataforma até hoje.
  • ihrhelden (Germany): comunidade fechada de descontos para profissionais essenciais verificados e outras profissões qualificadas, usando verificação por IA para trazer ofertas exclusivas não disponíveis publicamente.

Compras com IA: o mais novo tipo de parceiro afiliado

E agora, algo completamente diferente.

Há dois anos, não existia a categoria "Compras por IA" no Power 100. Agora ela tem nome exclusivo e inclui parceiros que usam linguagem natural e correspondência inteligente de produtos para transformar a forma como consumidores descobrem e compram.

Veja uma amostra de parceiros de compras com IA no Power 100:

  • Channel3 (US): organizando informações organizadas por agentes de IA para recomendar produtos, a Channel3 ajuda marcas a serem descobertas em plataformas de compras com IA, sem esforço técnico da parte delas.
  • ShopSense AI (Canadá, EUA): conecta varejistas a conteúdo premium de afiliados e emissoras, facilitando para os consumidores a compra dos produtos que veem na TV.
  • Daydream (EUA): plataforma de compras com consultoria de estilo personalizada e conversacional que usa linguagem natural para oferecer recomendações de produto sob medida.

Como a IA afeta jornadas de afiliados

Desde 2024, o impacto da IA no nosso canal é incrivelmente amplo. Desde a promoção de inteligência dos nossos parceiros de tecnologia até a influência sobre o uso feito pelos consumidores para tomar decisões, ela está em todos os lugares.

Analisando a influência nas jornadas de compra, começamos a ter uma visão mais clara de como remodelar sua estratégia para a era da IA.

A grande manchete: o volume ainda é muito pequeno. Atualmente, apenas 0,2 a 0,5% das vendas de afiliados na Awin passaram por tráfego de IA no Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e França. Isso é definido como uma jornada que inclui um clique vindo de uma ferramenta baseada em LLM, como o ChatGPT, e que termina com uma venda.

Mas, quando IA e afiliado se encontram na mesma jornada, a mudança de comportamento é significativa.

Os carrinhos tem valor até 119% maior dependendo do mercado. Mesmo o menor índice (27% na Alemanha) já representa um grande aumento.

No entanto, a conversão também fica mais demorada.

Jornadas de compra com IA levam, em média, 60% mais tempo para serem concluídas. O aumento chega a 89% no Reino Unido, enquanto nos EUA é de apenas 31%.

Esse nível extra de consideração é comprovado pela quantidade de passos necessários para a compra. Jornadas de compra com IA envolvem 81% mais etapas na Alemanha, chegando a um aumento de 128% no Reino Unido.

Em outras palavras, compradores que usam IA junto com afiliados estão gastando mais, mas levando mais tempo e fazendo mais pesquisa antes de decidir.

Embora prometa simplificar nossas vidas, a IA está acrescentando, e não eliminando fatores de análise.

Então, o cenário realmente mudou?

De certa forma, não. O canal de afiliados ainda usa os fundamentos de sempre: pagar por desempenho, recompensar os parceiros que realmente influenciam a venda e continuar adicionando novas formas de medir essa influência.

Mas observe onde a representatividade realmente cresce, e o canal dois anos depois tem um formato visivelmente diferente.

O marketing de influenciadores deixou de ser uma aposta secundária e tornou-se o segundo maior tipo de parceiro no nosso Power 100.

Parcerias de marca agora beneficiam rotineiramente três partes no mesmo acordo, sustentadas por uma infraestrutura que não estava amplamente disponível antes.

Grupos fechados de usuários superaram sites de cupom em nossos próprios dados. E as compras com IA passaram de inexistentes a uma categoria que estamos seguindo de perto pelo impacto no valor do carrinho e no comportamento de conversão.

A mecânica não mudou. Mas a mistura com certeza, sim.

Veja todo o Power 100.