Os 7 maiores erros dos afiliados

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O mercado de afiliados é relativamente recente e muitos dos publishers são iniciantes. Com o boom dos blogs e sites pessoais, pessoas comuns se tornaram importantes veículos de informação, muitas vezes com um público leitor fiel. O marketing de afiliados tornou possível a essas pessoas transformar seus sites pessoais em um negócio próprio. Mas, como não são experts em publicidade, alguns desses publishers acabam cometendo erros que fazem com que suas vendas patinem. Veja quais são:

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1. Criar um site com “linguagem de vendedor”

Ninguém gosta daquele vendedor mala que empurra mil peças de roupa a mais. Ou daquele cara que fica gritando as ofertas do supermercado em um microfone. Isso não seria diferente na Internet. Não crie um site exclusivamente com o objetivo de ganhar dinheiro através do marketing de afiliação. Você pode até conseguir um tráfego considerável com SEO, mas dificilmente terá uma base de visitantes fiéis e uma taxa de conversão alta usando linguagem de vendedor (“Compre já!”, “Aproveite!”, “Corra!”). Tampouco elogie exageradamente os produtos que está promovendo. As pessoas desconfiam logo quando alguém tenta empurrar um produto para elas. Não minta.

Os visitantes precisam sentir que o site lhes é útil e que seu autor é confiável. Dar dicas e conteúdo interessante funciona muito mais do que apenas tentar vender. O melhor que você pode fazer, portanto, é explorar um nicho de mercado: viagens, sapatos, maquiagem, etc. E então falar com propriedade sobre o assunto ou facilitar a vida dos visitantes de alguma forma. Pense nos blogueiros mais bem sucedidos que você conhece: todos eles escrevem sobre algo de que gostam e sabem bem. A monetização do site foi uma consequência. Porém, é preciso também avaliar a concorrência no nicho escolhido: sites sobre viagens, por exemplo, são um terreno bastante disputado.

Se você não quer se prender a um nicho só, pode então atuar como um “filtro” dos melhores preços da Internet. É o que fazem os sites de cupons de desconto, como o Flipit. Com eles, fica mais fácil para as pessoas encontrarem exatamente a oferta de que precisam. Esta é uma maneira de continuar falando de produtos e promoções, mas sem deixar de ajudar o leitor.

2. Achar que não precisa de uma rede de afiliados

Não seja ganancioso. Alguns afiliados torcem o nariz para a ideia de fazer parte de uma rede de afiliação, já que ela fica com 10 a 15% da comissão. Porém, a rede te dá algo que você dificilmente conseguiria sozinho: acesso fácil e rápido aos maiores anunciantes. As maiores redes de varejo do Brasil preferem se relacionar com redes a ter um programa de afiliados próprio, pois isso é mais prático para elas. Além disso, as redes facilitam sua vida, pois todo o material de que você precisa (banners, text links, cupons, incentivos) em um só lugar. Em suma, os benefícios superam os custos.

Nossa dica é: estreite a relação com seus contatos nas redes de afiliados. Quanto mais próximos você e o gerente de contas da rede trabalharem, mais acharão soluções que beneficiem a ambos. Afinal, não é justamente essa a beleza do marketing de afiliados, todo mundo sair ganhando?

3. Achar que, para ser bem sucedido como afiliado, é preciso ter um super tráfego

Ter milhares de visitas diárias ajuda, claro. Mas não é tudo. Se as pessoas apenas chegam ao seu site, mas o abandonam rapidamente; ou se você tem muitos visitantes mas ninguém compra nada, de pouco adianta o alto tráfego, certo? Pois aí é que está: quando se trata de tráfego, qualidade vale mais que quantidade. Logo, não custa repetir: seu site precisa construir uma reputação sólida e isso só é feito com bom conteúdo.

Um exemplo de conteúdo de qualidade são as resenhas. Em vez de apenas anunciar os produtos, teste-os e dê uma descrição detalhada de seus prós e contras. Assim, você atingirá as pessoas que já têm interesse naquele produto e precisavam apenas de um empurrãozinho extra para comprá-lo.

4. Usar apenas banners

Além de poluir a página, banners demais deixam seu site com cara de “vendedor”. Você não pode, portanto, confiar apenas neles para gerar vendas. Tire proveito das outras oportunidades oferecidas pelos anunciantes: text links, cupons de desconto, brindes para sortear entre os visitantes… Quanto mais você variar, melhor.

Ao usar os banners, é preciso escolher as imagens cuidadosamente. O posicionamento e as dimensões da imagem podem influenciar consideravelmente a sua taxa de conversão. E o óbvio: a imagem tem de ser atrativa, despertar a curiosidade do visitante. Se você está em dúvida entre duas imagens, teste-as em sua lista de e-mails. Separe os contatos em dois grupos, mande uma imagem para cada um e veja qual dos dois dá melhor resultado.

O que nos leva ao próximo item…

5. Não fazer e-mail marketing

Ter uma lista de assinantes é imprescindível. As taxas de conversão dos e-mails costumam ser bem altas. De repente, você pode conquistar uma venda através de um assinante que só ficou sabendo daquele produto por causa do e-mail, pois não teria entrado voluntariamente em seu site naquela semana. Precisaríamos de outro post para falar de e-mail marketing, mas para ser bem sucedido nesta plataforma, as mesmas dicas para o site valem aqui: não use “linguagem de vendedor”, não faça spam, não seja chato. O assinante tem de sentir que a newsletter é interessante e lhe traz vantagem. Ah, e vá direto ao ponto. Porque ninguém tem tempo para ler newsletter enormes.

6. Não diversificar as plataformas
Além do site e uma lista e-mails, é preciso estar presente nas redes sociais. Lembre-se: hoje o mundo é multimídia. Logo, use as diversas plataformas que existem a seu favor. Faça uma canal no you Tube, uma fan page no Facebook, um Twitter, um Pinterest. Assim as pessoas podem te encontrar em suas redes sociais favoritas. Você maximiza as oportunidades de vendas e ainda tranforma seu blog ou site em uma marca.

7. Não analisar os dados

O Google Analytics é seu pastor e nada te faltará. Através dele você pode montar o perfil do seu público do seu público: sexo, idade, onde moram, como navegam em seu site, como chegaram a ele. Desta forma, você pode adaptar seu site às necessidades desse público e também escolher melhor os anunciantes que melhor atendem a este perfil. Quem fica atento aos dados do Analytics e aprimora suas páginas com base nele se torna ainda mais forte em seu nicho.

Não existe segredo para ganhar dinheiro na Internet. Construir um site confiável, com público fiel e boa colocação nas buscas, requer tempo e experiência. Converter visitas em vendas é outra arte que requer mais tempo e experiência ainda. Mas, com as dicas acima, você já tem meio caminho andado para gerar receita como afiliado. Boa sorte e mãos à obra!

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Texto cedido por Marjorie Rodrigues, gerente para o mercado brasileiro da empresa holandesa de marketing online Imbull.
A Imbull começou com dois amigos de faculdade, Jochem Vroom e Jelle Van der Bij, postando online os cupons que viam nas newsletters das lojas. Depois de trabalhar para a Zanox, Vroom resolveu criar sua própria empresa. Hoje a Imbull tem 40 funcionários e é responsável pelos dois maiores sites de cupons de desconto da Holanda, actiecode.nl e kortingscode.nl, os quais geram milhões em vendas para mais de 6 mil anunciantes.
Agora, a Imbull acaba de lançar o Flipit, um portal mundial de descontos que visa revolucionar a maneira como as pessoas economizam em suas compras online.


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