Awin otimiza processos e qualifica influenciadores para Sephora

  • Escrito por
  • .

Maior rede de produtos de beleza do mundo, a Sephora acompanhou de perto e participou ativamente desta história recente, contada em evento da Awin, o Awin Day 2018.

Compartilhe

Durante o Awin Day 2018,  realizado  no Centro Britânico Brasileiro, em São Paulo (SP), a Sephora, maior rede de produtos de beleza do mundo, compartilhou um pouco da sua experiência no trabalho com influenciadores nos últimos anos. Tal relato poderia facilmente ser confundido com um um registro de como funcionava a relação entre marca e influenciadores, sem o apoio da Awin. 

Victoria Siqueira, responsável pela área de social media e relacionamento da empresa, começou a palestra de forma descontraída, nos transportando para o ano de 2002, “quando tudo era mato”. Ela explica que, na gênese do conceito de influencers, ele era exercido por pessoas normais. “A pessoa mantinha um blog e o alimentava nas horas vagas, já que trabalhava com outra coisa. Quando ela comprava um produto, o blog era o lugar de ela falar sobre a experiência, elogiava, criticava, fazia resenhas sobre o produto e a marca. Tudo era muito espontâneo e as pessoas começavam a confiar muito na opinião daquela pessoa, pois era como se fosse uma amiga fazendo uma recomendação, dando uma dica”, explica.

Victoria prossegue, explicando que, a partir de 2007, o trabalho com influenciadores foi se tornando mais presente dentro das empresas. “Foi bem pouco tempo depois do frenesi pelo Twitter, o Facebook era bem embrionário, o Twitter surgiria um ano depois. Nesta época, as grandes marcas começaram a enxergar que os blogs estavam adquirindo um potencial de influência muito grande nas pessoas, principalmente por conta dessas resenhas”, comenta.

 Naquele momento, as marcas começaram a enviar press kits e convidar os blogueiros para eventos que, antes, eram direcionados apenas para a imprensa. “Alguns anos depois, por volta de 2011, blogueiros que levavam seus sites apenas como hobby começaram a encará-los como profissão. Estes influenciadores precursores começaram, gradativamente, a serem lembrados nos planejamentos de Relações Públicas”, explica.

 Mas este relacionamento ainda era embrionário, era como explorar uma terra desconhecida. “Neste período, ninguém nem distinguia o que era espontâneo de um publieditorial, era tudo muito incipiente, completamente diferente do que acontece hoje, quando os influenciadores deixaram de fazer parte do plano para virar, muitas vezes, o rosto da campanha. Hoje, é praticamente uma obrigação ter um rosto da internet na campanha, seja para a marca passar uma imagem mais atualizada ou para ficar mais perto do seu público”, diz.

 Hoje, conta Victoria, para mensurar a relevância do impacto de um influenciador para a marca, é preciso levar em conta muitos fatores. “Um dos principais é distinção entre qualidade e quantidade. Muitas vezes, a pessoa que tem 200 mil influenciadores resulta em muito mais conversões para sua marca do que a que tem um milhão. Depende muito do nicho, do perfil dela, sobre o que ela fala e de que maneira ela apresenta este conteúdo, é bastante subjetivo”, explica.

Victoria conta que a Sephora analisa cada um destes elementos e se baseia em alguns pilares para fazer este trabalho. “Não olhamos só seguidores; o que buscamos são parceiros, brand lovers. Não queremos apenas o post, preferimos que ela dê sua opinião sincera, que pareça uma recomendação de amiga. Outra coisa muito importante, é que elas transmitam confiança e defendam o ‘girl power’, que é como nos posicionamos no Brasil”, revela.

Felipe Bernardo, responsável pelo setor de mídia digital da Sephora, conta que outra relação que mudou através dos anos foi com a rede de afiliação. “Até o ano passado, olhávamos para o setor de afiliados apenas buscando ROI, e tínhamos um relacionamento diário com 30 ou 40 influenciadores, e, era muito trabalhoso porque eram 40 relatórios, 40 notas fiscais, 40 processos burocráticos, que ocupavam o tempo que poderíamos estar trabalhando o core, que é focar em relacionamento e criação de conteúdo de qualidade. A Awin elimina as dores de cabeça neste processo, porque já tem a estrutura e o know-how para trabalhar com os influenciadores”, finaliza.

Compartilhe